[crônica] A cor do Brasil
Recentemente, diante da reação de um setor conservador da sociedade brasileira, muitos debates foram ganhando força diante do desespero daqueles que entendem que o PT é um partido comunista. Técnicamente esse partido é social democrata, grupo que sempre esteve associado às cores branca, amarela ou laranja.
Se formos na origem do nome Brasil vermos que vem de brasa. Ou melhor, de pau brasil que, pela cor avermelhada, vem de brasa. Diante disso, talvez eles queiram mudar o nome do país. Ou então, constrangidos mudem para a palavra indígena ibirapitanga. Mas isso não muda o significado, madeira vermelha.
Mas diante das cores atuais também cabe uma reflexão. Comentando com amigos, uma camarada lembra que a cor verde vem da vegetação, das florestas, e a cor amarela do ouro. Poderíamos então lembrar que o "verde" do país permanece desaparecendo pela busca do "amarelo". E que diante do país cada vez mais amarelo ouro, cada vez mais rico, mais desmatado, não somente os índios que perdem território e lugar. Os negros escravizados nas minas, nas plantações e agora assalariados não conhecem o amarelo do ouro. A riqueza se concentra e a bandeira só representa uma minoria rica que deixa as florestas perderem espaço para pastos e plantações, para o "ouro". As indústrias produzem uma riqueza que não conhecemos a não ser como produtores e espectadores, o dinheiro nem é mais amarelo e as cores continuam lá, firmes na imaginação conservadora dos bolsonaristas e afins. Talvez seja a hora de fazer esse amarelo todo brilhar pra nós e se correr o nosso sangue mais uma vez pelas ruas, poderemos decidir se usaremos o amarelo tão esperado da riqueza ou o vermelho do nosso sangue, dos nossos mortos, para exaltar. Quando houver paz e riqueza pra todos, talvez, finalmente, poderemos colocar cada cor no seu lugar.
Se formos na origem do nome Brasil vermos que vem de brasa. Ou melhor, de pau brasil que, pela cor avermelhada, vem de brasa. Diante disso, talvez eles queiram mudar o nome do país. Ou então, constrangidos mudem para a palavra indígena ibirapitanga. Mas isso não muda o significado, madeira vermelha.
Mas diante das cores atuais também cabe uma reflexão. Comentando com amigos, uma camarada lembra que a cor verde vem da vegetação, das florestas, e a cor amarela do ouro. Poderíamos então lembrar que o "verde" do país permanece desaparecendo pela busca do "amarelo". E que diante do país cada vez mais amarelo ouro, cada vez mais rico, mais desmatado, não somente os índios que perdem território e lugar. Os negros escravizados nas minas, nas plantações e agora assalariados não conhecem o amarelo do ouro. A riqueza se concentra e a bandeira só representa uma minoria rica que deixa as florestas perderem espaço para pastos e plantações, para o "ouro". As indústrias produzem uma riqueza que não conhecemos a não ser como produtores e espectadores, o dinheiro nem é mais amarelo e as cores continuam lá, firmes na imaginação conservadora dos bolsonaristas e afins. Talvez seja a hora de fazer esse amarelo todo brilhar pra nós e se correr o nosso sangue mais uma vez pelas ruas, poderemos decidir se usaremos o amarelo tão esperado da riqueza ou o vermelho do nosso sangue, dos nossos mortos, para exaltar. Quando houver paz e riqueza pra todos, talvez, finalmente, poderemos colocar cada cor no seu lugar.
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