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Mostrando postagens de janeiro, 2018

[mini ensaio] Da ortodoxia ao fundamentalismo

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Irei começar este texto afirmando que considero, assim como fez Sartre, provavelmente o maior filósofo do século XX, que o marxismo é o pensamento mundial mais desenvolvido da humanidade para então criticar os equívocos de meus camaradas marxistas. "Com frequência, tenho observado o seguinte: um argumento "antimarxista" não passa de um rejuvenescimento aparente de uma ideia pré-marxista. Uma pretensa "superação do marxismo limitar-se-á, na pior das hipóteses, a um retorno ao pré-marxismo e, na melhor, à descoberta de um pensamento já contido na filosofia que se quer superar." (Sartre em "Questão de método"). Isso é central e não uma introdução autoafirmativa, já que existe uma diferença entre o marxismo histórico e o marxismo contemporâneo, assim como entre a ortodoxia marxista e o fundamentalismo marxista. Se considero este como a filosofia que melhor compreendeu os antecessores e o mundo s partir deles, orto (reto) doxa (fé) seria percorrer o c...

[mini ensaio] Gêneros humanos

Existe ideologia de gênero, ou seja, conjuntos de ideias sobre ser homem e ser mulher. Uma delas é o machismo, que possui um espectro que vai do mais conservador, como o fascismo, ao mais liberal, aquele preconceito sutil e mais ou menos disfarçado com a condição feminina. Alguns poderiam dizer "o que você sabe sobre isso?!". Como eu não sinto na pele essa opressão, não é meu "lugar de fala". E de fato existe uma tendência de homens entenderem formal e superficialmente sobre isso, sendo levianos ou insensíveis à diversidade de situações e nuances do machismo. Por coerência, teimosia ou para "manter meus privilégios", insisto em discutir isso seriamente. Apesar das demonstrações e porradas que sempre tendem a me colocar no lugar-comum dos homens: ou reajo ou me calo. Alguns dizem ser besteira e fazem pouco caso. Outros dão razão e se isentam de colocar sua percepção, as nuances, de tentar entender mais profundamente. Dão razão às mulheres mesmo não concord...

[mini ensaio] Qual o papel do indivíduo na história?

Diferentemente dos liberais, que não conseguem ver uma continuidade da história, uma sociedade superior ao capitalismo, quero escrever sobre o indivíduo reconhecendo este como uma realidade mas colocando os limites da racionalidade individual e egoísta. Não podemos negar a existência do indivíduo e cada vez menos podemos fazê-lo. Isso porque ele se torna cada vez mais real, ou seja, cada vez mais os indivíduos são capazes de autonomia, de seguir seus rumos para além de determinações da família ou qualquer outra comunidade. Se pensarmos na questão de classe, nos deparamos com uma generalização do indivíduo e sua racionalidade egoísta presente em diferentes classes. É claro que isso faz com que a classe trabalhadora não exista enquanto coletivo mas, apesar disso, a pequena burguesia (comerciantes, técnicos e burocracia de medio e alto escalões, políticos, etc.) reafirma o indivíduo como o máximo de existência humana, reforçando a força do ideal liberal. Os próprios trabalhadores buscam ...